A voz aos amigos (XVI)

No banco do jardim…

No bilhete, a hora e o lugar. As emoções serenam… encontrar-nos-emos.
É disto que nasce e vive o amor: de encontro(s) e reencontro(s).

Um encontro onde reencontramos aquele momento que nos inaugurou – uma memória que atualiza, tornando-se sustento e força para o Hoje.
Um encontro onde reencontramos aquela liberdade que se procurava e se achou nos laços com o outro – um aparente paradoxo que humaniza e plenifica.
Encontro e reencontro que se constrói comunicando e comungando-se. Damos o dom de nós ao outro e abrimo-nos ao desafio do dom do outro em nós – uma recíproca partilha de intimidades onde nascem e crescem outras intimidades.

Enfim, vamos descobrindo o outro e a nós próprios – é encontro e reencontro com aquele em quem nos encontramos, cada vez mais, mais verdadeiramente. Ali tiramos as nossas máscaras, descansamos e somos. Ali, no nosso abraço de amor, o tempo abranda e o mundo sossega. E é também ali que tentamos inventar um Amanhã onde, confiando-me a ele e ele a mim, totalmente, caminharemos, corajosamente, de mãos juntas.

Tudo isto é o nAMORo que começou no encontro, às 3 da tarde, naquele Banco de Jardim.

Daniela Rodrigues

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