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Trespassada pela espada

Memória de Nossa Senhora das Dores. Retenho a palavra de Simeão a Maria: “uma espada trespassará a tua alma”. Esta festa antigamente chamava-se as sete dores de Nossa Senhora. A figura venerada e tão querida aos cristãos teve uma vida em que a dor imperou, do princípio ao fim. Nada de glittering, de glamour, o … Continue reading Trespassada pela espada

Não chores

Jesus diz à viúva que acaba de perder o filho: “Não chores”.De que lugar vem esta injunção? A que profundidade ou de que aproximação ao amor é que esta ordem é dada? A partir de que lugar Jesus o faz? Será um voto piedoso, como quando o dizemos sem convicção? Será apenas para que o … Continue reading Não chores

A locomotiva vertical

O que faz esta palavra divina na manhã deste dia? Há um lógica própria, existem leis já estabelecidas que ditam o que esperar e qual a mundivisão oferecida a cada dia, a cada estação do ano, a cada tempo da vida. Todas elas obedecem ao acumulado de sabedoria que herdámos desde tempos imemoriais. Essa sabedoria … Continue reading A locomotiva vertical

Hei-de falar-lhe ao coração

“Tocam, quando passa, contraditórios clarins Nenhum o levará à cidade que procura.” Ruy Belo “Hei-de atrair ao meu amor a casa de Israel”, diz o amante. Atrair… criar artes, manhas, sinais, para que o passante distraído, cabeça baixa, polegar em movimento, atente que está a ser chamado. Não apenas chamado, mas, como um íman, puxado … Continue reading Hei-de falar-lhe ao coração

Platitudes – XII

Há uma surdez “ontológica” e absoluta que nenhum esforço pode curar. A árvore está demasiadamente inquinada para medrar. A cura vem sempre do alto. Surdez e cegueira, duas incapacidades viscerais. Os pensamentos confinam e apoucam. Oh, a vida morna, a arrogância de pensar que vejo e ouço, a impenitência e a ilusão de ser de … Continue reading Platitudes – XII

Platitudes – XI

Os monges do antigamente tinham uma prática que consistia em escutarem os monges noviços no final do dia, criando um espaço onde estes podiam verbalizar tudo o que lhes ia na alma. Chamavam a isso “tirar o veneno da garganta”.Na vida, fruto da nossa contingência e opacidade, vamos acumulando tensões, gritos abafados. Precisaríamos deste momento … Continue reading Platitudes – XI

A voz aos amigos (XL)

A figura do padre na literatura (XIV) Não conheço tradução portuguesa deste “Il senso dell’elefante” de Marco Missiroli (Guanda Editore, 2016), a presença da figura do padre na literatura contemporânea italiana. Melhor dizendo: um ex-padre. Evoca-se aqui como que um “sexto sentido” do elefante, esta sua devoção e cuidado com todos os filhos, muito para … Continue reading A voz aos amigos (XL)

Platitudes – X

1. Passar do conceito ao símbolo, como quem passa da morte à vida. 2. Há uma pequena plenitude do ser que se cumpre na comunhão com os elementos: o céu, o sol, o rio, a paisagem humana. 3. Pela música, reconstrói o ser, restaura a alma, habita outras paragens. Um antídoto contra a desagregação interior. … Continue reading Platitudes – X

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