Lectio Divina

“A leitura dos monges era uma leitura lenta, calma, ruminativa, saboreada, livre de qualquer interesse estranho à própria leitura… Afinal, sempre, a única coisa que procuravam era um contacto íntimo com a palavra de Deus, vivo e vivificante… os seus olhos viam o texto escrito, os seus lábios pronunciavam-no, os seus ouvidos ouviam-no. E a palavra de Deus permeava cada vez mais o monge leitor. A lectio divina não perseguia um objectivo científico ou literário, nem era considerada uma actividade puramente intelectual.

Não foi uma questão de especulação, à maneira dos filósofos, mas de aprendizagem para se viver melhor. Para tal, prestaram atenção, antes de mais, ao significado óbvio e literal da Escritura: tudo o que o texto sagrado ensina e refere foi o objecto da sua mais devota consideração. Mas não se contentaram com isto; investigaram com vivo interesse o significado espiritual, íntimo, magnífico e oculto que, de acordo com a convicção geral daqueles tempos, estava contido em cada página da Sagrada Escritura…”

Parágrafos extraídos de “El monacato primitivo” de García Colombás” – Ed. BAC

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