A voz aos amigos (XXXI)

Um só

A palavra diabo no grego clássico διάβολος ‎(diábolos), é constituída pelo prefixo διά ‎(diá) e por βάλλω ‎(bállō), «atirar» que exprime separação, divisão, pelo que diabo, literalmente, indica aquele que desune, que inspira ódio ou inveja (in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa).

Isto a propósito de que não nos faltam, enquanto humanidade, ideias e interpretações diabólicas, capazes, portanto,

 de gerar divisões pelas mais diversas razões.

Parece que falta uma base comum de consciência de pertença à humanidade que, como nos formigueiros ou em filmes com civilizações extra-terrestres, impedisse os humanos de se matarem, atacarem ou maltratarem entre si. Dessa base, dessa consciência, floresceria um modo de colaboração, mas em consonância com todas as pessoas, toda a humanidade.

Na Bíblia há um momento em que Deus faz a criação num ambiente de harmonia e um outro momento em que o diabo quebra essa harmonia separando e dando origem a toda a espécie de ódios, rancores e à desapropriada morte violenta.

Também na Bíblia a inversão desses momentos é não só uma possibilidade como uma solução para a recondução à inerência e à plenitude do ser humano. Assim, perante um momento actual cheio de divisões, diabólico portanto, quem quiser pode tornar presente aquele momento em que o Deus-família irrompe na vida, irrompe na criação repondo a harmonia que é tão primordial como final. Nesta canção dos Tribalistas, apesar das diferenças, somos um só.

Paulo Farinha

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