De um outro mundo

Oh, a dignidade do gesto, na sua calma e tranquilidade. A beleza da pessoa que lê, que sabe e precisa estar só, erguendo um libelo, até de si desconhecido, contra a multidão alinhada. Que se ergue acima do instante, pelo olhar levantado ao que está longe.
A forma como se senta, elegante, discreta. É essa a redenção que procuro, essa redenção que resgata a condição humana no que tem de primário e corrosivo. E tanto dos nossos dias significam opor o rosto e o corpo a palavras inúteis, onde a criança perdida desiste, rostos onde transparece a tristeza de uma sede oculta que nada pode estancar.
Então, quando a beleza, a luz, um gesto que vêm do outro mundo aparecem, alguma coisa ressurge e a redenção da alma ocorre.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s